05/03/09

XADREZ vs Damas

As regras são universais, o adversário, bom ou mau, é escolhido pelo jogador. Raros são os principiantes. O xeque-mate é duplamente amargo. Porém, depois do primeiro lance o desânimo não tem autorização, sequer, para manifestar um “Ai”! Lá por perdermos um ou dois jogos não quer dizer. A qualidade do jogo é directamente proporcional. A competição é saudável quando termina sem que nenhum dos jogadores alcance a vitória. Baixamos o nível (de dificuldade) e eis que surgem outros jogos: com outras tácticas, regras diferentes, outras defesas e peões quanto baste. Há alturas em que são muito convenientes, há outras em que jogamos só por acaso e surge o ”empate”, ou empatamo-nos. Mas independentemente do proveito tirado, propositado ou não, ficamos sempre com a sensação de que não era bem este o jogo…ganhar ou perder é-nos totalmente indiferente, até porque nunca perdemos, uma vez que o nosso objectivo nunca foi ganhar. Aliás não temos sequer um objectivo.

Este ultimatum deve ser RELEMBRADO pelo menos duas vezes ÀS GERAÇÕES CONTEMPORÂNEAS

01/03/09

Poesia Indie (com recortes e colagens e tudo e tudo!!!)

Aqui, diante de mim, Orfeu rebelde, canto como sou, No silêncio do parque abandonado, Cansada da uniforme rotação, Assim eu canto, sem me ouvir cantar. Veste-me a pequenez, E nas minhas palavras vou sentindo Carne da nossa carne, Apodrecida, Outros felizes... Canto como quem usa, Os versos em legítima defesa, Me confesso de ser tudo Que possa nascer em mim, Me confesso de ser eu, Aqui diante de mim! corta-troca-cola-inventa (Miguel Torga)